Casuísmo político ou demanda das carreiras jurídicas?

A nova PEC da 

Bengala

Congresso retoma debate de projeto que altera de novo a idade compulsória para aposentadoria
de ministros do STF.

No segundo mandato
de Dilma Rousseff, a presidente não pôde indicar os substitutos
de Celso de Mello e Marco Aurélio, que fariam 70 anos.

Naquela época, em 2015,
o Congresso aprovou uma proposta que subiu a idade
 de aposentadoria dos magistrados para 75 anos.
O então governo indicaria
 mais cinco ministros até 2018.

Agora, a um ano do fim do governo do presidente Bolsonaro, a ideia de voltar o limite para
70 anos resultaria na aposentadoria compulsória
de Ricardo Lewandowski 
e Rosa Weber em 2022.

Além de conseguir indicar
Nunes Marques e André Mendonça, o atual Executivo
 teria, em apenas um mandato, dedo nas indicações de outros
dois ministros (40% do STF).

Como funciona o limite de idade dos ministros nas Supremas Cortes de alguns outros países democráticos?

Nos Estados Unidos, o mandato
é vitalício, desde que o dono
 da vaga continue a demonstrar boa saúde mental, saber jurídico atualizado e livre vontade
de ali permanecer.

Na França, os 9 membros
do Conselho Constitucional
têm mandatos de 9 anos, sem renovação. A cada três anos,
 1/3 das cadeiras é renovado.
Ex-presidentes da República
podem ser membros vitalícios.

Na Argentina, a idade máxima, assim como hoje no Brasil,
é de 75 anos. Somente uma "autorização especial" é que
 pode furar esse limite da Constituição do país vizinho.

No Japão, os juízes têm aposentadoria compulsória aos 70. Mas na primeira eleição da Câmara Baixa após a nomeação, o cidadão pode votar pela exoneração.
A revisão se repete a cada 10 anos.

Voltando ao caso brasileiro,
para algumas associações corporativas do Judiciário,
a medida não é "casuísmo",
 mas uma necessidade para destravar a carreira
dos demais juízes.