A Justiça e o Direito
 Na Literatura

Oakley

Confira aqui algumas dicas de leitura de clássicos de ficção que falam sobre Justiça e Direito

Única tríade de tragédias gregas a chegar inteira até nossos tempos, a obra narra o assassinato de Agamemnon por sua esposa, Clitemnestra, e desta por seu filho, Orestes.

A Oresteia, de Ésquilo

Para encerrar o ciclo de vinganças sangrentas, a deusa Palas Atena institui o primeiro tribunal da história, e, diante de um empate, aplica ela mesma o in dubio pro reo.

Considerado o mais psicológico dos trágicos gregos, aqui Sófocles trata de outro dilema: a Justiça dos homens em choque com a Justiça divina.

Antígona, de Sófocles

Proibida pelo tio de enterrar o irmão, Antígona desafia o decreto injusto para impedir que seu corpo seja devorado pelas aves, e é punida
por isso.

Nesse clássico inglês, acompanhamos
a saga do processo Jarndyce x Jarndyce, que já se arrasta por décadas e é motivo de chacota no tribunal.

A casa soturna,
de Charles Dickens

Para escrever o romance, Dickens se baseou no caso real de um processo iniciado em 1787 e concluído 70 anos depois. Com pena afiada, o autor não poupa críticas ao sistema de Justiça britânico.

Nessa obra inacabada, o escritor tcheco transmite a sensação claustrofóbica dos labirintos burocráticos do sistema de Justiça a partir da perspectiva
de Josef K.

O processo, de Franz Kafka

A história do bancário foi adaptada para o cinema por ninguém menos que Orson Welles, em filme homônimo de 1962, estrelado
por Anthony Perkins.

Esse "relato psicológico de um crime" narra as circunstâncias que levam
um jovem retraído a cometer um assassinato em São Petesburgo.

Crime e castigo,
de Fiódor Dostoievski

Ao investigar a motivação psicológica para o crime, Dostoievski usou o tema da Justiça para se debruçar sobre
a alma humana e o poder da culpa e da expiação.